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4 de março de 2013

O Peso da Balança

Uma pobre mulher, com visível ar de derrota estampando no rosto, entra em um armazém, aproxima-se do proprietário – conhecido por seu jeito grosseiro - e pede que lhe venda fiado alguns mantimentos.
Ela explica que o marido está muito doente e não pode trabalhar e que tem sete filhos para alimentar. O comerciante, com ar de desdém, pede que se retire.
No entanto, a necessidade da família fala mais alto, e ela implora:
- Por favor, senhor, juro que lhe pago quando tiver dinheiro!
Insensível, o homem responde que ali ela não tem crédito.
Em pé, no balcão ao lado, um freguês, que havia ouvido a conversa, aproxima-se do dono e pede que, por sua conta, dê a ela tudo de que precisa.
Meio relutante, o comerciante pergunta à mulher:
- Você tem uma lista de mantimentos?
- Sim, ela responde.
- Muito bem, coloque-a na balança e o quanto ela pesar, você receberá em alimentos!
Humilhada, hesita por uns instantes e, com a cabeça curvada, retira da bolsa um pedaço de papel, escreve alguma coisa e o deposita suavemente na balança. Os três ficam admirados quando o prato que continha o papel desce ao máximo e assim permanece.
Pasmo com o marcador, o dono do armazém vira-se lentamente para o freguês e comenta, contrariado:
-Não posso acreditar!
O freguês sorri e o homem começa a colocar os mantimentos no outro prato. Como a balança não se equilibra, ele continua colocando mantimentos até não caber mais nada. Então, fica ali parado olhando para o equipamento, tentando entender o que teria acontecido...
Finalmente, ele pega o papel e fica ainda mais espantado ao constatar que, em vez da lista, havia apenas uma oração: “Meu Senhor, Tu conheces todas as minhas necessidades e eu as coloco em Tuas mãos.”
O homem entrega a mercadoria no mais completo silêncio. A mulher agradece e sai.
(autoria desconhecida)

26 de dezembro de 2012

A História do Ernani

Certa vez, trabalhei em uma pequena empresa de Engenharia. Foi lá que fiquei conhecendo um rapaz chamado Mauro. Ele era grandalhão e gostava de fazer brincadeiras com os outros, sempre pregando pequenas peças. Havia também o Ernani, que era um pouco mais velho que o resto do grupo. Sempre quieto, inofensivo, à parte, Ernani costumava comer o seu lanche sozinho, num canto da sala. Ele não participava das brincadeiras que fazíamos após o almoço, sendo que, ao terminar a refeição, sempre sentava sozinho debaixo de uma árvore mais distante.

Devido a esse seu comportamento, Ernani era o alvo natural das brincadeiras e piadas do grupo. Ora ele encontrava um sapo na marmita, ora um rato morto em seu chapéu. E o que achávamos mais incrível é que ele sempre aceitava aquilo sem ficar bravo.

Em um feriado prolongado, Mauro resolveu ir pescar no Pantanal. Antes, nos prometeu que, se conseguisse sucesso, iria dar um pouco do resultado da pesca para cada um de nós.

No seu retorno, ficamos todos muito animados quando vimos que ele havia pescado alguns dourados enormes. Mauro, entretanto, levou-nos para um canto e nos disse que tinha preparado uma boa peça para aplicar no Ernani.

Mauro dividira os dourados, fazendo pacotes com uma boa porção para cada um de nós.

Mas, a 'peça' programada era que ele havia separado os restos dos peixes num pacote maior, à parte.

- Vai ser muito engraçado quando o Ernani desembrulhar esse 'presente' e encontrar espinhas, peles e vísceras  - disse-nos Mauro, que já estava se divertindo com aquilo.

Mauro então distribuiu os pacotes no horário do almoço.

Cada um de nós, que ia abrindo o seu pacote contendo uma bela porção de peixe, então dizia: - Obrigado!

Mas o maior pacote de todos, ele deixou por último.

Era para o Ernani.

Todos nós já estávamos quase explodindo de vontade de rir, sendo que Mauro exibia um ar especial, de grande satisfação. Como sempre, Ernani estava sentado sozinho, no lado mais afastado da grande mesa.

Mauro então levou o pacote para perto dele, e todos ficamos na expectativa do que estava para acontecer.

Ernani não era o tipo de muitas palavras. Ele falava tão pouco que, muitas vezes, nem se percebia que ele estava por perto. Em três anos, ele provavelmente não tinha dito nem cem palavras ao todo.

Por isso, o que aconteceu a seguir nos pegou de surpresa. .

Ele pegou o pacote firmemente nas mãos e o levantou devagar, com um grande sorriso no rosto.

Foi então que notamos que seus olhos estavam brilhando.

Por alguns momentos, o seu pomo de Adão se moveu para cima e para baixo, até ele conseguir controlar sua emoção.

- Eu sabia que você não ia se esquecer de mim

- disse com a voz embargada. Eu sabia você é grandalhão e gosta de fazer brincadeiras, mas sempre soube que você tem um bom coração.

Ele engoliu em seco novamente, e continuou falando, dessa vez para todos nós.

- Eu sei que não tenho sido muito participativo com vocês, mas nunca foi por má intenção.

- Sabem... Eu tenho cinco filhos em casa, e uma esposa inválida, que há quatro anos está presa na cama. E estou ciente de que ela nunca mais vai melhorar.

- Às vezes, quando ela passa mal, eu tenho que ficar a noite inteira acordado, cuidando dela. E a maior parte do meu salário tem sido para os seus médicos e os remédios.

As crianças fazem o que podem para ajudar, mas tem sido difícil colocar comida para todos na mesa.

Vocês talvez achem esquisito que eu vá comer o meu almoço sozinho, num canto... Bem, é que eu fico meio envergonhado, porque na maioria das vezes eu não tenho nada para pôr no meu sanduíche.

Ou, como hoje, eu tinha somente uma batata na minha marmita.

Mas eu quero que saibam que essa porção de peixe representa, realmente, muito para mim. Provavelmente muito mais do que para qualquer um de vocês, porque hoje à noite os meus filhos...

Ele limpou as lágrimas dos olhos com as costas das mãos.

- Hoje à noite os meus filhos vão ter, realmente, depois de alguns anos... e ele começou a abrir o pacote...

Nós tínhamos estado prestando tanta atenção no Ernani, enquanto ele falava, que nem havíamos notado a reação do Mauro.

Mas agora, todos percebemos a sua aflição quando ele saltou e tentou pegar o pacote das mãos do Ernani. Mas era tarde demais.

Ernani já tinha aberto e pacote e estava, agora, examinando cada pedaço de espinha, cada porção de pele e de vísceras, levantando cada rabo de peixe.

Era para ter sido tão engraçado, mas ninguém riu. Todos nós ficamos olhando para baixo. E a pior parte foi quando Ernani, tentando sorrir, falou a mesma coisa que todos nós havíamos dito anteriormente: - Obrigado!

Em silêncio, um a um, cada um dos colegas pegou o seu pacote e o colocou na frente do Ernani, porque depois de muitos anos nós havíamos, de repente, entendido quem era realmente o Ernani.

Uma semana depois, a esposa de Ernani faleceu.

Cada um de nós, daquele grupo, passou então a ajudar as cinco crianças.

Graças ao grande espírito de luta que elas possuíam, todas progrediram muito: Carlinhos, o mais novo, tornou-se um importante médico. Fernanda, Paula e Luisa montaram o seu próprio e bem-sucedido negócio: elas produzem e vendem doces e salgados para padarias e supermercados. O mais velho, Ernani Júnior, formou-se em Engenharia; sendo que, hoje, é o Diretor Geral da mesma empresa em que eu, Ernani e os nossos colegas trabalhávamos.

Mauro, hoje aposentado, continua fazendo brincadeiras; entretanto, são de um tipo muito diferente: ele organizou nove grupos de voluntários que distribuem brinquedos para crianças hospitalizadas e as entretêm com jogos, estórias e outros divertimentos.

Às vezes, convivemos por muitos anos com uma pessoa, para só então percebermos que mal a conhecemos. Nunca lhe demos a devida atenção; não demonstramos qualquer interesse pelas coisas dela; ignoramos suas ansiedades ou seus problemas. Que possamos manter sempre vivo, em nossas mentes, o ensinamento de Jesus Cristo:

Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros.(João 13,34)
site Amo Família

19 de dezembro de 2012

O campo de abacaxis

Esta é uma história verídica.

A história do campo de abacaxis aconteceu na Nova Guiné. 
Ela durou sete anos. É uma ilustração profunda de um princípio bíblico básico aplicado. Ao ler este relato original, você descobrirá que ele é um exemplo clássico do tipo de lutas que cada um de nós enfrenta até que aprenda a aplicar o princípio de renúncia aos direitos pessoais.
“Minha família e eu trabalhamos com pessoas bem no meio da selva”. Um dia, resolvi levar para aquela região alguns abacaxis. O povo já tinha ouvido falar de abacaxis. Alguns já os haviam provado, mas não tinham meios de consegui-los. Busquei então, mais de cem mudas de uma outra missão. Contratei um homem da aldeia, e ele plantou todas as mudas. Eu o paguei pelo serviço prestado (sal e diversas outras coisas que necessitava) e durante dias ele trabalhou. Precisei ter muita paciência até que as pequenas mudas de abacaxi se tornassem arbustos grandes e produzissem abacaxis.
Demorou uns três anos. Lá no meio da selva, você às vezes tem saudades de comer frutas. Não é fácil conseguir frutas e verduras frescas.

Finalmente, no terceiro ano, pudemos ver surgir abacaxis que davam “água na boca”, e só estávamos esperando o Natal chegar, porque é nesta época que eles ficam maduros. No dia de Natal minha esposa e eu saímos ansiosos para ver se algum abacaxi já estava pronto para ser tirado do pé, mas tivemos uma surpresa desagradável após a outra. Não conseguimos colher nem um só abacaxi.
Os nativos haviam roubado todos! Eles os roubavam antes de ficarem maduros. É costume deles, roubar antes que as frutas amadureçam e assim o dono não as possa colher.

E aqui estou eu, um missionário, ficando com raiva dessas pessoas. Missionários não devem ficar com raiva, vocês todos sabem disto, mas fiquei e eu disse a eles: “rapazes, eu esperei três anos por estes abacaxis. Não consegui colher um único deles. Agora outros estão amadurecendo, se desaparecer mais um só destes abacaxis, fecharei a minha clínica”.

Minha esposa dirigia a clínica. Ela dava gratuitamente todos os remédios àquela gente. Eles não pagavam nada! Nós estávamos nos desgastando tentando ajudá-los, cuidando de seus doentes e salvando as vidas de suas crianças. Os abacaxis ficaram maduros e um por um foi roubado! Então achei que deveria me defender deles. Eu simplesmente não podia deixar que fizessem comigo o que queriam... Mas a verdadeira razão não era esta.

Eu era uma pessoa muito egoísta, que queria comer abacaxis. Fechei a clínica. As crianças começaram a adoecer, não podiam evitar, a vida era bastante difícil naquela região. Vinham pessoas com gripe, tossindo e pedindo remédio e nós dizíamos: “Não! Lembrem-se que vocês roubaram nossos abacaxis”. “Não fui eu!” – eles respondiam – “foram os outros que fizeram isso”. E continuaram tossindo e pedindo. Não conseguimos manter mais a nossa posição; reabrimos a clínica. Abrimos a clínica e eles continuaram roubando nossos abacaxis.
Fiquei novamente louco raiva e resolvi fechar o armazém. No armazém eles compravam fósforos, sal, anzóis, etc.
Antes eles não tinham essas coisas, por isso não iriam morrer sem elas. Comuniquei minha decisão: “vou fechar o armazém, vocês roubaram mais abacaxis”.

Fechamos o armazém e eles começaram a resmungar: “vamos nos mudar daqui porque não temos mais sal. Se não há mais armazém, não há vantagem para ficarmos aqui com esse homem. Podemos voltar para nossas casas na selva” e se mudaram para a selva.

E ali estava eu, sentado comendo abacaxis, mas sem pessoas na aldeia, sem ministério, sem condições de aprender a língua para traduzir a Bíblia. Falei com minha esposa: “Podemos comer abacaxis nos Estados Unidos, se é só o que temos para fazer”.

Um dos nativos passou por ali, e eu lhe pedi para avisar que na segunda-feira abriria novamente o armazém. Pensei e pensei em como resolver o caso dos abacaxis... Meu Deus! Deve haver um jeito o que posso fazer?

Chegou o tempo de minha licença e eu aproveitei para ir a um Curso Intensivo para Jovens. Lá ouvi que deveríamos entregar tudo a Deus. A Bíblia diz que se você der você terá; se quiser guardar para si, perderá tudo. Dê todas as suas coisas a Deus e Ele zelará para que você tenha o suficiente.

Este é um princípio básico. Pensei o seguinte: “amigo, você não tem nada a perder. Vou entregar o caso dos abacaxis a Deus...” Eu sabia que não era fácil fazer um sacrifício! Sacrificar significa você entregar algo que você gosta muito, mas eu decidi dar a plantação de abacaxis a Deus e ver o que Ele faria. Assim, saí para plantação, à noite e orei: “Pai, o Senhor está vendo estes pés de abacaxis? Eu lutei muito para colher alguns. Discuti com os nativos, exigi meus direitos. Fiz tudo errado, estou compreendendo agora. Reconheço o meu erro, e quero entregar tudo ao Senhor. De agora em diante, se o Senhor quiser me deixar comer algum abacaxi, eu aceito caso contrário, tudo bem, não tem problema.” Assim, eu dei os abacaxis a Deus e os nativos continuaram roubando-os como de costume. Pensei com meus botões: “Deus não pôde controlá-los” Então um dia, eles vieram falar comigo: “Tu-uan (que significa estrangeiro) o senhor se tornou cristão, não é verdade?” Eu estava pronto para dizer: “Escute aqui, eu sou cristão já há vinte anos!”, mas em vez disto eu perguntei: “por que vocês estão perguntando isso?” “Porque o senhor não fica mais com raiva quando roubamos seus abacaxis”, eles responderam. 

Isso me abriu os olhos. Eu finalmente estava vivendo o que estivera pregando a eles. Eu lhes tinha dito que amassem uns aos outros, que fossem gentis, e sempre exigia os meus direitos e eles sabiam disso. Depois de algum tempo alguém perguntou: “Por que o senhor não fica mais com raiva?” “Eu passei a plantação adiante”, respondi, “ela não pertence mais a mim, por isso vocês não estão mais roubando os meus abacaxis e eu não tenho motivos para ficar com raiva”.
Um deles arriscando perguntou: “para quem o senhor deu a plantação?” então eu disse: “Dei a plantação para Deus”.
“A Deus?” – exclamaram todos – “ele não tem abacaxis onde mora?” “Eu não sei se Ele tem ou não abacaxis onde mora”, respondi – “eu simplesmente lhe dei os abacaxis”.

Eles voltaram para a aldeia e disseram para todos: “vocês sabem de quem estamos roubando os abacaxis? Tu-uam os deu a Deus” e começaram a pensar sobre o assunto... E combinaram entre si: “Se os abacaxis são de Deus, agora não devemos mais roubá-los” Eles tinham medo de Deus.

Os abacaxis novamente começaram a amadurecer. Os nativos vieram para me avisar: “Tu-uan, seus abacaxis estão maduros”. “Não são meus, eles pertencem a Deus” – respondi. “É melhor o senhor comer, pois vão apodrecer”. Então colhi alguns, e deixei também para os nativos.

Quando me sentei à mesa com minha família para comê-los, eu orei: “Senhor, estamos comendo seus abacaxis, muito obrigado por me dar alguns.”. Durante todos os anos em que estive com os nativos, eles
estiveram me observando, e prestando atenção às minhas palavras. Eles viam que as duas coisas não combinavam.
E, quando eu comecei a mudar, eles também mudaram. Em pouco tempo, muitos se tornaram cristãos.

O princípio da entrega a Deus, estava funcionando realmente. Eu quase não acreditei... “Mais tarde, passei a entregar outras coisas para Deus”.

*Extraído do livro A Verdadeira Felicidade (estudo sobre As Bem Aventuranças) – Jaime Kemp - Editora Sepal
Jaime Kemp

17 de novembro de 2012

As três peneiras

Olavo foi transferido de projeto.
Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta:
- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele ...
Nem chegou a terminar a frase, e o chefe, aparteou:

- Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das Três Peneiras?
- Peneiras? Que Peneiras, Chefe?
- A primeira, Olavo, é a da VERDADE.
Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?
- Não. Não tenho, não. Como posso saber O que sei foi o que me contaram. Mas eu acho que...
E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:
- Então sua história já vazou a primeira peneira.
Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE.
O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito
- Claro que não! Deus me livre, Chefe!
- diz Olavo, assustado.
- Então, - continua o chefe - sua história vazou a segunda peneira.
Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE.
Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante
- Não chefe. Pensando desta forma, vi que não sobrou nada do que eu iria contar - fala Olavo, surpreendido.
-Pois é Olavo! Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras- diz o chefe sorrindo e continua:
- Da próxima vez em que surgir um boato por ai, submeta-o ao crivo das Três Peneiras:
VERDADE - BONDADE - NECESSIDADE
Antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, por que:

Pessoas inteligentes falam sobre idéias
Pessoas comuns falam sobre coisas

Pessoas mesquinhas falam sobre pessoas

16 de novembro de 2012

A solução está ao nosso redor

Um homem muito rico comprou um terno caríssimo. No primeiro dia em que o vestiu notou uma linha que pendia na lateral da calça. Sua empregada, sempre solícita, disse que rapidamente daria um jeito.

Ele retrucou: "Você sabe quanto custa uma calça dessas?"

A empregada afastou-se, desgostosa, e ele decidiu que iria até a empresa responsável pela confecção do terno.

Chegando à empresa, falou com a recepcionista que logo o encaminhou ao gerente. Após cerca de 10 minutos, o gerente, muito simpático e educado, disse-lhe: "Meu amigo, não há ninguém melhor que a Dona Maria, da oficina de costura, para ajudá-lo. Vá até lá que ela tem a solução!"

O homem seguiu até a oficina. Já na porta, a costureira que estava no corredor, vendo aquela linha pendurada, correu, enlaçou-a e puxou suavemente, eliminando o "grave defeito" da calça do terno. Ele, assustado, começou a vistoriar a calça de um lado para o outro e viu que estava em perfeita condições.

A costureira explicou: "Sabe, moço, isso se chama limpeza de costura. Às vezes, ficam linhas dependuradas que o controle de qualidade não vê. Seu problema era simples e poderia ter sido solucionado pela sua empregada".

O homem, envergonhado, entendeu que, por vezes, pagamos caro por um trabalho profissional por não confiarmos na capacidade daqueles que estão dia a dia ao nosso redor.

Metáforas

15 de novembro de 2012

Garras poderosas

Um rei recebeu como obséquio dois filhotes de falcões e os entregou ao mestre da falcoaria para que os treinasse para a próxima temporada de caça, entretenimento dos nobres da época, enquanto esperavam por alguma guerra.

Passados alguns meses, o instrutor comunicou ao rei que uma das aves já estava com toda sua performance de caça pronta para ser testada, mas que a outra ave não tinha se movido do seu galho desde que tinha chegado ao palácio, a tal ponto de que tinham que lhe alcançar a comida, para que não morresse de fome.

O rei, um sujeito muito hábil, mandou chamar curandeiros e até senadores para que verificassem qual o problema com a ave, mas de nada adiantou, ela não saía do lugar...

Pelas janelas dos seus aposentos o monarca podia ver o pássaro imóvel no galho, e mesmo que sua pose fosse autêntica e seu corpo delineado, faltava-lhe a qualidade principal que era voar.

Publicou por fim um anúncio entre seus súditos procurando alguém que ensinasse o pássaro a voar. Na manhã seguinte, viu a ave voando agilmente pelos jardins!

- Traga-me o autor desse milagre! - disse o rei. - Quero recompensá-lo e aprender sua técnica mágica.

Quando o sujeito é apresentado, o rei lhe pergunta:

- Como conseguiste? Tu és mágico, por acaso?

E o homem respondeu:

- Não alteza, apenas observei que se cortasse o galho onde a ave se agarrava, ela iria precisar de algo mais, e isso eram suas asas...

Metáforas

14 de novembro de 2012

A Camisa De Um Homem Feliz

Um califa sofrendo de uma doença mortal, estava deitado sobre almofadas de seda. Os raquins, os médicos de seu país, congregados ao seu redor, concordaram entre si em que apenas uma coisa poderia conceder cura e salvação ao califa: colocar sob sua cabeça a camisa de um homem feliz.

Mensageiros em grande número saíram buscando em toda cidade, toda vila e toda cabana, por um homem feliz. Mas cada pessoa por eles interrogada nada expressava senão tristeza e preocupações.

Finalmente após ter abandonado toda a esperança, os mensageiros encontram um pastor que ria e cantava enquanto observava seu rebanho.

Era ele feliz?

" Não posso imaginar alguém mais feliz que eu", disse o pastor rindo-se.

"Então, dê-nos tua camisa" gritaram os mensageiros.

Mas o pastor respondeu: "Eu não tenho nenhuma camisa!".

Essa notícia patética, de que o único homem feliz encontrado pelos mensageiros não possuía uma camisa, deu o que pensar ao califa.

Por três dias e três noites ele não permitiu que nenhuma pessoa se aproximasse dele.

Finalmente no quarto dia, fez com que suas almofadas de seda e suas pedras preciosas fossem distribuídas entre o povo e, conforme conta a lenda, daquele momento em diante o califa outra vez ficou saudável e feliz.

Do livro: O Mercador e o Papagaio

13 de novembro de 2012

Os viajantes e o urso

Um dia dois viajantes deram de cara com um urso. O primeiro se salvou escalando uma árvore, mas o outro, sabendo que não ia conseguir vencer sozinho o urso, se jogou no chão e fingiu-se de morto. O urso se aproximou dele e começou a cheirar as orelhas do homem, mas, convencido de que estava morto, foi embora. O amigo começou a descer da árvore e perguntou:

-O que o urso estava cochichando em seu ouvido?

-Ora, ele só me disse para pensar duas vezes antes de sair por aí viajando com gente que abandona os amigos na hora do perigo.

Moral: a desgraça põe à prova a sinceridade da amizade.

Créditos: Metáforas

8 de novembro de 2012

O eco, para alguns. Para muitos chama-se, vida

Um filho e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente seu filho cai, se machuca e grita:
- Aaaiiiii!
Para sua surpresa escuta a voz se repetir, em algum lugar da montanha:
- Aaaiiiii!
Curioso, pergunta:
- Quem é você?
Recebe como resposta:
- Quem é você?
Contrariado, grita:
- Seu covarde!
Escuta como resposta:
- Seu covarde!
Olha para o pai e pergunta aflito:
- O que é isso?
O pai sorri e fala:
- Meu filho preste atenção.
Então o pai grita em direção à montanha:
- Eu admiro você!
A voz responde:
- Eu admiro você!
De novo o homem grita:
- Você é um campeão!
A voz responde:
- Você é um campeão!
O menino fica espantado, não entende. Então o pai explica:
- As pessoas chamam isso de ECO, mas na verdade isso é a vida.
Ela lhe dá de volta tudo o que você diz ou faz. Nossa vida é simplesmente o reflexo de nossas ações. Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração.
Sua vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela. Sua vida não é uma COINCIDÊNCIA, é CONSEQUÊNCIA do que você faz.
(desconhecido)

5 de novembro de 2012

Encoraje os que lutam

“Pois tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança”.
Romanos 15:4

Encorajar aqueles que estão lutando? Não sabe o que dizer? Então abra a sua Bíblia.

Para os aflitos: Deus disse, “Nunca o deixarei, nunca o abandonarei”.

Para os desempregados: “Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam”.

Você é um sobrevivente de câncer? Alguém na ala de câncer precisa ouvir você.

Você enterrou um cônjuge e viveu para sorrir novamente? Então encontre os que ficaram viúvos recentemente e ande com eles.

As suas experiências delegaram poderes a você! Paulo disse em 2 Coríntios 1:3-4 que Deus é a fonte de toda misericórdia, e é aquele que tão maravilhosamente nos consola e nos fortalece em nossos sofrimentos e tribulações. E por que Ele faz isto? Para que quando os outros estiverem aflitos, precisando da nossa compaixão e encorajamento, nós possamos transmitir a eles esta mesma ajuda e consolo que Deus nos tem concedido!

 Max Lucado

3 de novembro de 2012

Não se deixe soterrar

Conta-se que um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar no trabalho de sua fazenda.
Um dia, o capataz lhe trouxe a notícia que um de seus cavalos havia caído num velho poço abandonado.
O buraco era muito fundo e seria difícil tirar o animal de lá. O fazendeiro avaliou a situação e certificou-se de que o cavalo estava vivo. Mas pela dificuldade e o alto custo para retirá-lo do fundo do poço, decidiu que não valia a pena investir no resgate.
Chamou o capataz e ordenou que sacrificasse o animal soterrando-o ali mesmo. O capataz chamou alguns empregados e orientou-os para que jogassem terra sobre o cavalo até que o encobrissem totalmente e o poço não oferecesse mais perigo aos outros animais.
No entanto, na medida que a terra caía sobre seu dorso, o cavalo se sacudia e a derrubava no chão e ia pisando sobre ela.
Logo os homens perceberam que o animal não se deixava soterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra caía, até que , finalmente, conseguiu sair...".
Muitas vezes nós nos sentimos como se estivéssemos no fundo do poço e, de quebra, ainda temos a impressão de que estão tentando nos soterrar para sempre. É como se o mundo jogasse sobre nós a terra da incompreensão, da falta de oportunidade, da desvalorização, do desprezo e da indiferença. Nesses momentos difíceis, é importante que lembremos da lição profunda da história do cavalo e façamos a nossa parte para sair da dificuldade.
Afinal, se permitimos chegar ao fundo do poço, só nos restam duas opções:
Ou nos servimos dele como ponto de apoio para o impulso que nos levará ao topo, ou nos deixamos ficar ali até que a morte nos encontre. É importante que, se estamos nos sentindo soterrar, sacudamos a terra e a aproveitemos para subir.
Ademais, em todas as situações difíceis que enfrentamos na vida, temos o apoio incondicional de Deus, do qual podemos nos aproximar através da oração.
Otimismo em rede

31 de outubro de 2012

Gratidão

Uma formiga foi à margem do rio para beber água e, sendo arrastada pela forte correnteza, estava prestes a se afogar.

Uma pomba que estava numa árvore sobre a água, arrancou uma folha e a deixou cair na correnteza perto dela. A formiga subiu na folha e flutuou em segurança até a margem.

Pouco tempo depois, um caçador de pássaros veio por baixo da árvore e se preparava para colocar varas com visgo perto da pomba que repousava nos galhos alheia ao perigo.

A formiga, percebendo sua intenção, deu-lhe uma ferroada no pé. Ele repentinamente deixou cair sua armadilha e, isso deu chance para que a pomba voasse para longe a salvo.

Esopo
Quem é grato de coração sempre encontrará oportunidades para mostrar sua gratidão.

site Metáforas

30 de outubro de 2012

Jesus quer ouvir a nossa voz

"Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram então o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama. Lançando de si a capa, levantou-se de um salto, e foi ter com Jesus." Marcos 10.48-50

O cego Bartimeu ouve Jesus de Nazaré passando, e começa a gritar com toda a força: "Filho de Davi, tem misericórdia de mim!" Esse clamor evidentemente incomoda o "mundo religioso", mas Bartimeu não perde a oportunidade, e grita mais alto ainda. O que provoca este clamor tão profundo do seu coração? Jesus está em silêncio. Ele o cura no mesmo instante? Ele afasta a cegueira imediatamente? Por enquanto não, mas o anima amavelmente para que lhe conte todo o seu problema. Jesus lhe pergunta: "Que queres que eu te faça?", mesmo sabendo que Bartimeu é cego. Isto nos mostra que nós também devemos dizer nossos desejos de maneira bem concreta a Jesus. O Senhor quer que digamos a Ele exatamente o que queremos e desejamos, mesmo que Ele já saiba tudo o que se passa em nossa vida e em nosso coração, e o que esperamos dEle.
Quando Bartimeu lhe apresentou seu desejo: "Mestre, que eu torne a ver", Jesus intervém imediatamente e lhe diz: "Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente tornou a ver, e seguia a Jesus estrada fora."
Pérolas diárias do Wim Malgo

27 de outubro de 2012

‘ESTAR EM CRISTO’: UMA ESCOLHA

Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou… E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não sejamos confundidos por ele na sua vinda… Qualquer que permanece nele não peca. (1 João 2:6, 28; 3:6).

Se esses versículos colocam diante de nós a bênção do estar em Cristo, temos de parar por um instante e perguntar o que entendemos das palavras do Senhor: “Quem está em mim...”. Não é a simples implicação de um viver em tal proximidade de Cristo, que a alma passe a se deleitar em toda a Sua graça e excelências morais, e O tenha como único objetivo de vida e perfeito padrão?

O estar em Cristo também não supõe um coração em comunhão com Ele, um coração que confia inteiramente nEle e O obedece? Acima de tudo, o estar em Cristo não é uma vida sob a influência de Sua presença, possível pela fé?

Se uma pessoa santa e rendida a Deus visitasse nossa casa, a presença dela não teria uma influência restritiva sobre os que ali estivessem? Provavelmente tomaríamos mais cuidado com as palavras e ações. Se esse seria o efeito da presença de alguém sujeito às mesmas paixões que nós, qual seria o efeito da presença do próprio Cristo?

Às vezes tristes cenas acontecem entre o povo do Senhor quando a inveja e a rivalidade prevalecem, ou quando os crentes, impensada ou maliciosamente, ferem uns aos outros com amargura e palavras ofensivas. Podemos tentar justificar nossas palavras fortes. Porém, o melhor seria termos sempre, a todo instante, a cada minuto, a consciência de que ‘estar em Cristo’ é uma escolha nossa. E que nossos atos são conseqüências dessa escolha. Assim muitas palavras, atitudes, atos e pensamentos jamais teriam vez.

Encontre a paz

25 de outubro de 2012

Momentos de sabedoria,




Perdemos nosso Propósito

A seguinte conversa ocorreu entre um canário na gaiola e uma cotovia no peitoril da janela. A cotovia deu uma olhada para o canário e perguntou-lhe:
— Qual é o seu propósito?
— Meu propósito é comer sementes.
— Para quê?
— Para ficar forte.
— Para quê?
— Para poder cantar — respondeu o canário.
— Para quê? — continuou a cotovia.
— Porque quando eu canto, ganho mais sementes.
— Então você come a fim de ficar forte para poder cantar, e então ganhar mais sementes para comer?
— Sim.
— Há mais que isso para você — ofereceu a cotovia. — Se você me seguir, eu lhe mostrarei. Mas você deve deixar sua gaiola.

Façamos algo enquanto é dia

cena do filme Lágrimas do Sol
Para o triunfo do mal só é preciso que os bons homens não façam nada.
Edmund Burke

19 de outubro de 2012

Cuidado!

O Pedro que negou a Jesus na fogueira, esta noite, poderá proclamá-lo com fogo, amanhã, no Pentecostes.
O Sansão que hoje está cego e fraco pode usar suas últimas forças para demolir os pilares do ateísmo.
O pastor gago desta geração pode ser o poderoso Moisés da geração vindoura.
Não chame Noé de louco; talvez você tenha de pedir-lhe uma carona.
“Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que o Senhor venha” (1 Co 4.5).
Max Lucado - Nas garras da graça

18 de outubro de 2012

Todo dia com paz

Então lhes disse Sansão: É assim que fazeis? Pois, havendo-me vingado eu de vós, então cessarei. E feriu-os com grande ferimento, pernas juntamente com coxa; e desceu, e habitou na fenda da rocha de Etã

(Juízes 15:7-8).

O lugar do poder

Sansão habitou numa fenda da rocha de Etã. Ele permitiu que seus irmãos o amarrassem por um tempo, mas quando o Espírito de Deus veio sobre ele, os cordões se desmancharam, como cera no fogo, e, com uma mandíbula de jumento, Sansão feriu mil homens. O topo da rocha é evidentemente um lugar no qual se obtém a vitória. É estável e firme, pois é inalterável, onde as tempestades não produzem mudança alguma. Nosso Senhor se tornou uma rocha para nós. Ele lançou uma fundação extensa e profunda, a qual nenhuma tempestade ou ataque pode abalar. Aquele que constrói sobre ela está seguro para sempre. Todos os pensamentos e intenções de Deus estão firmes em Cristo, Aquele que foi ressuscitado dentre os mortos – que venceu a morte, e trouxe vida e incorruptibilidade por meio do evangelho.

Se quisermos ser vitoriosos, temos de “cavar, e abrir bem fundo” em Seu maravilhoso caráter; e assim seremos preservados da depressão e do fracasso. Além disso, é apenas quando experimentamos a realidade de Seu poder e graça que nos libertamos das fantasias e ilusões inúteis. Conhecendo quem temos crido, estaremos confiantes que a fundação que Deus estabeleceu permanece firme apesar de todas as tentativas de destruí-la.

O momento da vitória é um momento de grande fraqueza. Sansão sentiu isso. Ele ficou sedento, e clamou ao Senhor: “Pela mão do teu servo tu deste esta grande salvação; morrerei eu pois agora de sede, e cairei na mão destes incircuncisos?” (v. 18). E mais uma vez o Senhor o ajudou. Depois de uma vitória, esteja vigilante, lembrando que “aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia” (1 Coríntios 10:12).

“Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes” (Efésios 6:13)

16 de outubro de 2012

A parábola do rio

Havia outrora cinco irmãos, que moravam com o pai num castelo, no alto de uma montanha. O mais velho era um filho obediente. Seus quatro irmãos, todavia, eram rebeldes. O pai tinha-lhes grande cuidado por causa do rio; já lhes havia implorado que ficassem distante da margem, para que não fossem varridos pelo refluxo da maré. Mas eles não ligavam; a atração do rio era-lhes demasiadamente forte.
A cada dia, os quatro irmãos rebeldes arriscavam-se cada vez mais perto do rio, até que, uma vez, um deles atreveu-se a tocar a água.
— Segurem a minha mão — gritou ele. — Assim não cairei.
E seus irmãos o fizeram. Quando ele porém tocou a água, o repuxo arrastou-o com os outros três para dentro da correnteza, rolando-os rio abaixo.
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