19 de agosto de 2011

"Há mais pessoas
que desistem
do que pessoas que fracassam."
Henry Ford

Criando os filhos no caminho de Deus – parte 7


Livro de Kathi Hudson - CPAD


Requisitos para o Sucesso

Se eu pedisse ao seu filho para citar cinco pessoas de sucesso, quem seriam os escolhidos? Talvez ele mencionasse o nome do presidente do Brasil, um atleta renomado, ou quem sabe, um cantor famoso. Quer gostemos ou não, nossos filhos olham para as figuras públicas (as quais observam desde cedo na televisão) como modelos.
O que representam estas figuras públicas? A imagem de sucesso do mundo. Enquanto alguns modelos podem ser boas pessoas, a maioria deles não é o que consideraríamos apropriados heróis a quem nossos filhos deveriam tentar imitar.
Ao treinarmos nossos filhos a ver o sucesso de um ponto de vista cristão e, ao tentarmos modelar um estilo de vida de sucesso da melhor maneira que podemos, estamos ajudando nossos filhos a formar uma visão mais realística e eterna sobre o sucesso. Falar sobre heróis que tiveram sucesso aos olhos de Deus ajuda a modelar nossos filhos.
Algumas escolhas excelentes incluem: Jesus, Paulo, José, Ezequias, Daniel, Jó ou Sadraque, Mesaque e Abdenego (os três jovens homens que foram salvos da fornalha de fogo)! apenas citando alguns.
A Bíblia nos dá exemplos claros e específicos que ilustram porque algumas pessoas foram bem-sucedidas, enquanto outras não. Examinemos esta questão um pouco mais detalhadamente e tiremos dela sabedoria para nossos filhos — condições específicas para o sucesso e obstáculos acautelar-se.

Obstáculos para o Sucesso
Antes de olharmos as receitas específicas para o sucesso! observemos algumas precauções. E importante ajudarmos nossos filhos a compreender que eles precisam guardar-se nestas áreas, se querem ser bem-sucedidos.
• Descrença é um obstáculo para o sucesso. O sucesso ocorre quando cremos no Senhor, temos fé em seu poder soberano e obedecemos a sua Palavra. Sem acreditar, a pessoa não pode ter fé ou qualquer razão para crer.
Entretanto, a promessa continua, e alguns entraram; mas não aqueles que tiveram a primeira oportunidade, pois desobedeceram a Deus não conseguiram entrar. Mas Ele fixou outra ocasião para se entrar e esta ocasião é agora. Ele anunciou isto por meio do Rei Davi, muitos anos depois do primeiro fracasso do homem na tentativa de entrar, dizendo nas palavras já citadas: Hoje, quando vocês o ouvirem chamar, não endureçam o coração contra Ele. (Hb 4.6,7, A Bíblia Viva)
• Satanás é outro empecilho para o sucesso. Ele persiste em tentar nos fazer pecar, tentando lançar dúvidas desencorajar-nos através da perseguição.
Estou muito bem familiarizada com este tipo de perseguição. Em nosso ministério dirigido a pais cristãos e professores de escolas públicas para crianças (Cidadãos para a Excelência em Educação), somos caluniados, perseguidos, 'odiados, ridicularizados e escarnecidos a todo momento pelos estabelecimentos de educação não-cristãos, simplesmente porque se sentem preteridos por Deus. Se eu não tivesse fé no Senhor e em seu poder para vencer, já teria desistido há muito tempo. Mas eu tenho fé e, por muitas vezes, tenho visto o Senhor triunfar contra as hostes terrenas! Lembre-se, Ele (Cristo) que está em nós, é maior do que ele (Satanás) que está no mundo! (1 Jo 4.4)
• A preguiça ou falta de ação é outro impedimento para o sucesso.

Os Dez Mandamentos das Relações Humanas


Extraido do livro Relações Públicas para líderes cristãos – Wagner Gaby – CPAD

I - FALE com as pessoas. Nada há tão agradável e animado quanto uma palavra de saudação, particularmente hoje em dia quando precisamos mais de "sorrisos amáveis".

II - SORRIA para as pessoas. Lembre-se de que acionamos 72 músculos para franzir a testa e somente 14 para sorrir.

III- CHAME as pessoas pelo nome. A música mais suave para muitos ainda é ouvir o seu próprio nome.
IV - SEJA amigo prestativo. Se você quiser ter amigos, seja amigo.

V - SEJA cordial. Fale e aja com toda a sinceridade! Tudo o que você fizer, faça-o com todo o prazer.

VI - INTERESSE-SE sinceramente pelos outros. Lembre-se de que você sabe o que sabe, porém você não sabe o que os outros sabem. Seja sinceramente interessado pelos outros.

VII - SEJA generoso ao elogiar, cauteloso ao criticar. Os líderes elogiam. Sabem encorajar, dar confiança, e elevar os outros.

VIII - SAIBA considerar os sentimentos dos outros. Existem três lados numa controvérsia: o seu, o da outra pessoa, e o lado de quem está certo.

IX - PREOCUPE-SE com a opinião dos outros. Três comportamentos de um verdadeiro Líder: ouça, aprenda e saiba elogiar.

X - PROCURE apresentar um excelente serviço. O que realmente vale em nossa vida é aquilo que fazemos para os outros. ("Exercícios Práticos de Dinâmica de Grupo e de Relações Humanas", 4º volume, 3ª edição, página 7 - Silvino José Fritzen.)

MELHOR CONHECIMENTO DE SI PRÓPRIO GERA MELHOR CONHECIMENTO DOS OUTROS!

18 de agosto de 2011

Criando os filhos no caminho de Deus – parte 6


Livro de Kathi Hudson - CPAD

O que É Sucesso?

Se eu lhe pedisse para descrever uma pessoa de sucesso, quais seriam suas palavras? Qual seria sua definirão? Se eu fizesse esta pergunta para vinte pessoas, obteria pelo menos quinze respostas diferentes. Todos nós temos uma visão própria do seu significado.
Embora a palavra signifique diferentes coisas para pessoas variadas, é de vital importância que cada um de nós examine nossa visão de sucesso e suas influências sobre nossas vidas, pois elas são responsáveis pela formação do tal ponto de vista. Nosso objetivo de sucesso é baseado em diversas dicas verbais recebidas através da vida: televisão, livros, nossos pais, amigos e parentes, personalidades famosas, igreja, Bíblia, professores, nossa cultura e ainda todos aqueles filtrados por nossa vontade, desejo e valores, os quais formarão nossa própria visão de sucesso.
O sucesso é um dos conceitos mais consistentes em nossa cultura, pois cada um de nós anseia alcançar o seu ideal. Qual é o propósito da vida, senão o êxito? Você já conheceu alguém que desejava ser um fracasso na vida?
Eu fui criada em Orange County, Califórnia, onde u,j cesso é medido primordialmente em riqueza, poder e imagem. De fato, Orange County é uma das capitais yuppies do país, onde a pessoa bem conceituada dirige uma Mercedes ou um BMW enquanto fala ao telefone de seu carro f marcar um almoço importante. Apenas para registrar, minha família nunca possuiu estas coisas; éramos uma família feliz de classe média. Porém, cresci rodeada por uma forte afirmação cultural que iguala o sucesso a uma poderosa e opulenta imagem.

Carinho não custa caro...


Havia uma pequena aldeia onde não existia dinheiro. Tudo o que as pessoas precisavam para viver feliz elas obtinham trocando CARINHO umas com as outras, simbolizado por um floquinho de algodão.

Era comum as pessoas darem seus floquinhos sem querer nada em troca, pois sabiam que receberiam outros num outro momento, outro dia.

Uma bruxa, que vivia fora da aldeia, convenceu um garoto a não mais dar seus floquinhos. Desta forma ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria tudo o que quisesse. Iludido pelas palavras da malvada, o menino, que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia, passou a juntar seus floquinhos e em pouquíssimo tempo sua casa estava repleta deles, ficando até difícil de se mexer ali.

Quando se deu conta, a cidade já não tinha mais CARINHO. E em seu lugar apareceram coisas ruins como a GANÂNCIA, ROUBO, ÓDIO, XINGAMENTO, INDIFERENÇA.

O menino foi o primeiro a sentir-se TRISTE e SOZINHO e foi procurar a velha para dizer-lhe umas boas, mas não a encontrou. Disposto a reparar o mal, pegou uma grande carriola, colocou todos os seus floquinhos nela e caminhou pela cidade disposto a distribuí-lo graciosamente a todos. Mas as pessoas não recebiam CARINHO a tanto tempo que o olhavam com DESCONFIANÇA.

Por fim, conseguiu distribuir todos eles, mas não recebeu nenhum de volta e ficou um dúvida se tinha feito a coisa certa. Foi quando a ESPERANÇA apareceu e disse-lhe que continuasse até que todos voltassem a se lembrar da importância de dar e receber CARINHO. Ao que ele respondeu: - Não tenho mais CARINHO para dar, minha carriola está vazia.

Tem sim, disse-lhe a ESPERANÇA, sua carriola pode estar vazia, mas seu coração, com certeza, está cheio.

- É verdade, disse o menino, já não me sinto mais triste e sozinho, que mistério é esse?

- Ao distribuir CARINHO, você estava semeando uma boa semente, e todos o que semeiam uma semente tão boa como esta, certamente colherão em abundância.
Créditos: Site do pastor

Frase do dia...



"Costumo voltar
atrás, sim;
não tenho compromisso
com o erro."

Juscelino Kubitscheck

Criando os filhos no caminho de Deus – parte 5


Livro de Kathi Hudson - CPAD

SEÇÃO III
Definindo o Objetivo

História de Dois Homens

O Primeiro Homem: Era uma vez uma criança nascida cm um lar cristão. Mesmo antes do bebê, chamado João, ler nascido, Deus tinha uma importante missão para sua vida. Logo depois de crescido, João fez algo ímpar, mudou-se para o deserto. Ele não parecia ser civilizado; assemelhava-se mais a um homem selvagem das montanhas ou um hippie, vestindo roupas feitas de pêlo de camelo e cinto de couro, além de comer alimentos estranhos: mel silvestre o gafanhotos. Este homem tinha uma dura mensagem a pregar. Ele mandava que o povo se arrependesse de seus pecados e falava de um Messias que viria para salvá-lo. Muitos pessoas riam-se dele e o ridicularizavam. Mas João não permitiu que o intimidassem, pois sabia que falava a verdade e seu propósito era anunciar a iminente chegada de Jesus. Ele obedeceu a Deus apesar da perseguição e, por causa desta obediência, muitas pessoas o ouviam; acreditavam na verdade em que contava e eram batizadas.
Nesta época, havia um rei chamado Herodes. Ele casou-se com a esposa de seu irmão, Herodias. João teve a coragem de dizer-lhes que o casamento deles era imoral aos olhos de Deus, por isso foi preso e eventualmente! decapitado.
O Segundo Homem: Era uma vez, muito antes do tempo de João, um outro bebê recém-nascido, chamado Saul. Ele nasceu com muitas vantagens e era muito rico (seu pai era um homem opulento e influente da tribo de Benjamim). Sai foi denominado o "homem mais bonito de Israel" (na linguagem de hoje), pois era grande e musculoso. Ele foi criado para ser um homem poderoso, e Deus o escolheu para ser o primeiro rei de Israel.
Deus concedeu a Saul muitas oportunidades, e quando Saul lhe obedecia era abençoado e conquistava outros exércitos. Porém, Saul era impulsivo e gostava de tomar a frente com seus próprios planos sem esperar por Deus. Algumas vezes, ele literalmente lhe desobedeceu.
Devido à desobediência de Saul, Deus decidiu fazer de Davi rei em seu lugar. Ele implorou por perdão, mas era muito tarde, e Davi tornou-se o novo rei. Saul não aceitou este fato como sendo um plano de Deus, ao contrário, ficou extremamente ciumento e planejou matar Davi, porém não era capaz de fazê-lo. Assim, sem saber como proceder, pediu conselho a uma feiticeira. Finalmente, Saul morreu por sua própria mão no campo de batalha.

A Moral das Duas Histórias
Qual destes dois homens obteve sucesso? Imagine-os vivendo no mundo de hoje e suas histórias acontecendo agora. Do ponto de vista mundano, João Batista seria visto como um fanático religioso, totalmente louco. De fato, infelizmente, mesmo diversos cristãos de nossos dias pensariam em João como uma pessoa extremada e com um parafuso a menos.
Por outro lado, Saul seria uma pessoa de sucesso aos olhos do mundo. Ele era rei e possuía tudo: aparência, dinheiro, poder e influência. Na verdade, muitos veriam Davi como vilão — o intruso — e sentiriam pena da"má sorte" de Saul.
Como você veria estes homens, caso lesse suas histórias nos jornais? Qual dentre eles seu filho consideraria um sucesso?

Criando os filhos no caminho de Deus – parte 4


Livro de Kathi Hudson - CPAD


Nossa Identidade em Cristo

Antes de iniciar o processo de treinamento ou estabelecer nossos objetivos, precisamos determinar nossa condição atual. Como observamos anteriormente, uma família bem-sucedida possui uma vida de sucesso — positiva, fiel n Deus e correta. Cada cristão cresce progressivamente e torna-se mais parecido com Cristo à medida em que continua a aprender da Palavra, aplicando-a em sua vida. Nosso estilo de vida e o fruto que produzimos mostram ao mundo que somos cristãos.
Como pais, nossa própria identidade em Cristo é de vital importância. Se quisermos educar nossos filhos com sucesso, fiéis ao Senhor, precisamos modelar tal comportamento em nós mesmos.
O justo anda na sua sinceridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele. (Pv 20.7)
Podemos começar a influenciar nossos filhos para Cristo, antes mesmo que eles tenham nascido — através do nosso próprio desenvolvimento, de acordo com os padrões d santidade. Quem sou fala mais alto que minhas palavras Minha vida e meu estilo de vida serão a mensagem recebida por meus filhos. Assim, preciso decidir que mensagem desejo ser. Pessoalmente, quero comprometer minha vida totalmente com o Senhor e obedecer suas instruções, vivendo em sua vontade.
Nunca farei isto perfeitamente. Não importa o quanto tente, posso apenas tornar-me mais parecido com Cristo amoldar-me à sua imagem de perfeição; entretanto, nunca serei exatamente como Cristo nesta vida, pois somente EL é perfeito. Porém, tentarei continuar desenvolvendo a santidade, cultivando as qualidades citadas neste livro que caracterizam as famílias felizes.
Enquanto trabalhamos para o nosso próprio desenvolvimento, podemos também auxiliar nossos filhos a desenvolver sua imagem em Cristo. Sem esta fundamental compreensão de quem somos, não podemos ser uma família cristã de sucesso, pois é Cristo quem nos habilita a servi-lo com êxito, e -realização de nosso relacionamento com Deus nos motiva obedecer.
Perceber quem é Deus e o que fez por nós, oferecendo Jesus Cristo como sacrifício por nossos pecados, a fim d que pudéssemos ter a vida eterna; dá-nos fé para obedece e desejar sermos imagem de Cristo. Quando queremos sei um exemplo cristão para nossos filhos e desejamos que eles desenvolvam este caráter, estamos no caminho certo para sermos moldados pelo Espírito Santo.
Como podemos permitir que o Espírito Santo trabalhe em nossas vidas? Como sabemos que está trabalhando?

Conhecendo que Somos Salvos
Somos todos seres humanos pecadores. Romanos 3.23 diz? "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus." Não há como chegarmos ao Céu através de nossos próprios atos. Por causa do grande amor de Deus por nós Rm 5.8; Jo 3.16) e sua imensurável graça (favor não merecido), Ele enviou seu único filho, Jesus cristo, para morrer na cruz por nossos pecados e ressuscitar após três dias.
Agora, porém, Deus nos mostrou um caminho diferente para o céu - não pelo fato de sermos "bonzinhos" e procurarmos guardar suas leis, mas um novo caminho (ainda que não seja tão novo realmente, pois as Escrituras falaram dEle há muito tempo). Agora Deus diz que nos declarará "sem culpa" — se confiarmos que Jesus Cristo pode remir nossos pecados. E todos nós podemos ser salvos deste mesmo modo, vindo a Cristo, não importa o que somos ou temos sido. Sim, todos pecaram; todos fracassaram e não puderam alcançar o glorioso ideal de Deus; no entanto, Deus nos declara agora "sem culpa" das ofensas que Lhe fizemos, se confiarmos em Jesus Cristo, aquele que em sua bondade tira os nossos pecados gratuitamente. (Rm 3.22-24, A Bíblia Viva)
Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Rm 10.13)
A conseqüência natural do pecado é a morte (Rm 6.23), mas através da graça de Deus somos salvos, confessando nossos pecados ao Senhor e nos arrependendo deles (determinados a não repeti-los mais). Se cremos e confessamos que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou para dar-nos vida, então seremos salvos.
Se, com tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. (Rm 10.9,10)
Quando somos salvos, o Espírito Santo trabalha em nossas vidas, nos ajudando a moldarmo-nos à imagem de Cristo ao invés de à imagem do mundo.
1 João 2.3-6, A Bíblia Viva diz:
E como podemos ter certeza de que pertencemos a Ele? Olhando para dentro de nós mesmos: estamos realmente procurando fazer o que Ele quer que façamos? Alguém poderá dizer: "Eu sou cristão ou estou no caminho do céu, eu pertenço a Cristo". Mas se não fizer o que Cristo lhes manda, é um mentiroso. Mas aqueles que fazem o que Cristo lhes manda, aprenderão a amar a Deus cada vez mais Esta é a maneira de saber se você é ou não é um cristão. Qualquer um que diga que é cristão deve viver como Cristo viveu.
É sempre possível conhecer o caráter de alguém pelo seu bom comportamento, até mesmo uma criança. (Pv 20.11, A Bíblia Viva)
Seu modo de viver demonstrará se você é ou não um cristão. Seus filhos observarão suas atitudes e comportamentos, identificando seu caráter em Cristo; eles formarão uma noção certa ou errada, baseados em seu exemplo. Esta é uma grande responsabilidade. Como podemos ter certeza de que continuaremos a crescer e viver nEle?
A vós também, que noutro tempo éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora, contudo, vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, para, perante ele, vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro. (Cl 1.21-23)
Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, arraigados e edificados nele e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, crescendo em ação de graças. Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo principado e potestade; no qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo da carne: a circuncisão de Cristo. (Cl 2.6-10)
Precisamos manter fortalecida a nossa fé e não sermos Iludidos por falsas filosofias do mundo. Nós cristãos precisamos basear nosso saber e comportamento na Palavra de Deus, estar enraizados, fortalecidos em Jesus Cristo e conhecer que, através de sua morte, fez-nos santos para Deus.
Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento. (Rm 12.1,2)
Quando salvos, já não pertencemos mais ao mundo; somos transformados pelo Espírito Santo, e então, ao andarmos na caminhada de fé, nosso caráter está continuamente sendo refinado por Ele. Quando temos a convicção de que Deus nos ensina, podemos avaliar o que diz o mundo, e o Espírito Santo nos ajudará a discernir o certo do errado.

16 de agosto de 2011

Criando os filhos no caminho de Deus – parte 3

Livro de Kathi Hudson - CPAD

                                   Sintonizando para o Sucesso

Você já esteve em uma sala de aula onde os alunos trabalhassem silenciosamente em um problema de matemática, pedindo ajuda ao professor, caso necessitassem? Ou em grupos, construindo um projeto de ciências? Quando entro em uma sala de aula com um ambiente como este, sinto um bem-estar interior. Pode-se sentir o aprendizado sendo absorvido.
Contraste estas cenas com suas lembranças de infância; do dia em que sua classe teve um professor substituto. Muitos professores substitutos mantêm um ambiente bem-sucedido em sala de aula, porém os alunos costumam fazer o possível para dificultar as coisas. Lembra-se? Ao chegar um professor substituto, os alunos tomavam aquilo como um "dia de folga", o dia em que poderiam bagunçar impunemente. Às vezes, a classe ficava sem qualquer controle — gritos e falatórios caóticos, bolinhas de papel voadoras, aviõezinhos de papel, guerra de água no bebedouro — pense na cena. Lembra-se daqueles dias tormentosos ao pobre professor substituto?
Poderia haver qualquer aprendizado em meio a tamanho caos? Impossível! Que contraste com o ambiente da primeira classe descrita! Podemos ver o tremendo impacto | que a sintonia das crianças, ajustada pelo professor, exerce sobre a qualidade do aprendizado e como será o sucesso destes alunos.
Há uma grande semelhança entre os lares e as salas de aula. Os pais são os professores, e seus descendentes, os alunos, vivem a experiência de aprendizado chamada vida. Como líderes do lar, os pais ajustam o tom. Cada lar é adequado aos estilos de vida, personalidades e necessidades dos membros da família. Na Bíblia, encontramos algumas pautas para nosso ambiente familiar.
E agora, esta palavra a cada um: vocês devem ser como uma grande família feliz, cheio de simpatia uns pelos outros, amando-se uns aos outros, com corações ternos e mentes humildes. Não paguem mal por mal. Não retribuam àqueles que dizem coisas desairosas sobre vocês. Em vez disso, orem para que Deus ajude os tais, pois devemos ser bondosos para com os outros, e Deus nos abençoará por isso. (1 Pe 3.8,9, A Bíblia Viva)
Pedro menciona vários elementos presentes em uma família feliz — elementos que criam um ambiente de sucesso doméstico:
• Simpatia: o Dicionário Aurélio define como "tendência ou inclinação que reúne duas ou mais pessoas. Faculdade de compartilhar as alegrias ou tristezas de outrem: expressões de simpatia. Interesse em atender às pretensões de alguém".
• Corações ternos ou delicadeza e ternura sem barreiras.
• Mentes humildes: pensem nas necessidades e desejos dos outros antes mesmo dos seus, sem orgulho; mas de maneira servil.
• Não paguem mal com mal, por males causados a vocês.
• Não retribuam, quando ocorrerem grosserias ou crueldades.
• Orem para que Deus os ajude, mesmo quando a pessoa ferir seus sentimentos ou causar-lhe mal.
• Sejam bondosos para com os outros, então Deus os abençoará!

15 de agosto de 2011

Criando os filhos no caminho de Deus – parte 2


Livro de Kathi Hudson - CPAD

Seção II - Firmando as Bases

Noite Familiar: Trazendo-a para Casa


Este livro é destinado especialmente a proporcionar uma prática e descontraída forma de comunicação, abrangendo ensino e treinamento para seus filhos. E claro que precisamos praticar estes três elementos de paternidade — comunicação, ensino e treinamento — diariamente, a cada momento de nossas vidas. Porém, é importante designar uma noite semanal, para que nela possa ser enfocado o crescimento familiar e o treinamento de nossos filhos. Precisamos estabelecer um tempo para efetuarmos esta tarefa.
O estilo de vida cristão é um processo contínuo, constante e diário durante o período de treinamento de nossos filhos. Este é o motivo pelo qual é importante e útil reservarmos um momento específico das manhãs de domingo quando nos reunimos para crescermos como igreja. Da mesma forma, podemos usar nossas Noites Familiares semanais para nos unirmos e crescermos como família. A antecipação semanal de tal evento nos ajuda a manter o nosso foco.
Enquanto crescia, eu sempre ansiava pela nossa Noite Familiar. Era um momento especial para discussão, oração e aprendizado — e momentos felizes compartilhados juntos. Eu sempre soube que não importava quão agitadas fossem as coisas durante o resto da semana, segunda-feira à noite (a verdadeira noite costumava variar com o tempo) era o momento descontraído e de paz, quando desfrutávamos a atenção completa e sem divisões de nossos pais.
Agora eu, meu irmão e minha irmã somos adultos e estamos muito juntos como uma família. Realmente, creio que isto se deve em grande parte à ênfase que meus pais deram à nossa Noite Familiar. Algumas de minhas memórias favoritas são as nossas Noites Familiares.
Passarei este legado para meus próprios filhos, e você também pode fazer o mesmo! É fácil fazer isto, e o resultado é tremendo! Comprometimento é o único requisito, para que seja reservada uma noite por semana, quando toda a família tenha como prioridade estar unida.
Neste capítulo, serão explicados os benefícios e a natureza prática provindos do estabelecimento da Noite Familiar. Então, nos capítulos que se sucedem, você encontrará a parte denominada "Trazendo-a para Casa". As questões para discussão e os estudos das Escrituras neles contidos objetivam a inclusão no formato genérico da Noite Familiar que você encontrará neste capítulo. Você pode desejar selecionar uma atividade para entretenimento da família que seja condizente à lição, mas qualquer atividade que promova a união familiar é apropriada.

Por que Estabelecer a Noite Familiar?

Criando os filhos no caminho de Deus – parte 1


Livro de Kathi Hudson - CPAD

O Plano Infalível

Colocando Seus Filhos no Piloto Automático


Quando um aluno do colegial convidar seu filho para tomar uma cerveja após a aula, como você gostará que ele responda? Quando um amigo tentar convencer seu filho a colar na prova, como ele ou ela reagirá? Quando um rapaz mais velho tentar seduzir sua filha, o que ela dirá? Caso seu filho da quarta série encontre dez reais jogados no pátio, o que fará?
Se você for como eu, e a maioria dos pais cristãos, está muito preocupado com estas respostas. Todos nós gostamos de pensar que nossos filhos responderão apropriadamente, baseados nos padrões de Deus sobre o certo e o errado. Mas, como podemos estar certos sobre o caráter de nossos filhos, quando eles não estão por perto? Não seria maravilhoso se pudéssemos colocá-los no piloto automático para que automaticamente respondessem à tentação do pecado de maneira cristã?
Como pais, podemos estar certos de que nossos filhos terão sucesso e que nossos esforços serão bem-sucedidos, se nos guiarmos pelo plano do Senhor para instruí-los no caminho que devem andar (leia Pv 22.6). Lembre-se, este versículo tem uma promessa. Se instruo meu filho no caminho em que deve andar, Deus diz que "até quando envelhecer, não se desviará dele". Isto significa que a criança nunca fará uma escolha errada? Não. Significa que ela nunca cometerá pecado? Não. Infelizmente, todos nascemos com uma natureza pecaminosa, e nenhum de nós jamais alcançará a perfeição através de nossos próprios esforços, não importa o quanto tentemos. Porém, esta promessa de Deus significa que deslizes juvenis e enganos não extrairão o melhor do meu filho. Se ele for adequadamente instruído para ter um caráter cristão, quando velho guardará a sua fé.
Todos nós gostaríamos de assegurar que nossos filhos guardarão esta promessa, e a primeira parte do versículo nos impõe a condição — como pais, precisamos instruir nossos filhos corretamente. Quanto mais nos empenharmos em treinar nossos filhos, mais reto será o caminho trilhado por eles em direção à vontade de Deus.
Podemos colocar nossos filhos no piloto automático, através do treinamento e ensinamentos adequados para que tomem decisões cristãs, comuniquem-se conosco e sejam fiéis ao Senhor.
Não é suficiente conhecer o desejo de Deus para nossas vidas, e quem Ele quer que sejamos. Precisamos praticar (treinar) o que Ele nos ensina até que nos tornemos quem somos. Este é o processo para desenvolvermos nosso próprio caráter — caráter que determina quem somos quando não há qualquer pessoa ao nosso redor. Podemos utilizar este mesmo processo para desenvolver o caráter de nossos filhos — caráter que determinará suas respostas automáticas.

A Diferença entre Treinamento e Ensino


14 de agosto de 2011

Vida e costumes dos povos bíblicos


(cap. 9 do livro "A BÍBLIA ATRAVÉS DOS SÉCULOS deAntonio Gilberto - CPAD)

A vida, com seus usos, leis e costumes, difere de povo para povo, isso modernamente. Imagine-se como não estão distantes os costumes antigos orientais tão citados na Bíblia! Esses fatos, quando não compreendidos hoje, são tidos como aberrações. A Bíblia cita inúmeras leis, preceitos, coisas e costumes do modo de viver oriental, que se o estudante desconhecer suas causas, razões, e modo de ser, não compreenderá muita coisa da revelação divina, já que tais fatos estão entretecidos no corpo do relato bíblico. Quem quer que se ocupe da leitura e estudo do Santo Livro estará sempre se deparando com essa dificuldade.
Vamos destacar alguns casos dos acima mencionados, e estudá-los resumidamente, já que um elementar curso de Introdução Bíblica não comporta o exame demorado da matéria em questão.
1.  Gênesis 24.2; 47.29-31
O juramento com a mão sob a coxa. Significava então submissão, obediência irrestrita. Por isso Deus tocou a coxa de Jacó! (Gn 32.24-32). Realmente, dali para a frente Jacó tornou-se um homem de Deus. Até seu nome foi mudado!

13 de agosto de 2011

10- A TRIUNFANTE PROVIDÊNCIA DE DEUS NA VIDA DE UM HOMEM


(Gn 49.22; 50.20; At 7.846)

Se Deus nos ama, por que sofremos? Por que coisas boas acontecem a pessoas más e por que coisas más acontecem a pessoas boas? Por que pessoas cujos pés são formosos têm de pisar estradas crivadas de espinhos e aqueles que semeiam a violência pisam tapetes aveludados?
A doutrina da providência divina nos mostra que Deus é soberano e que Ele está no controle absoluto de todas as coisas. Deus não desperdiça sofrimento na vida de seus filhos. As provas pelas quais passamos são inevitáveis, variadas, passageiras e pedagógicas, mas todas elas são trabalhadas por Deus para nosso bem final.
Nosso Deus ainda continua transformando vales em mananciais, desertos em pomares, noites escuras em manhãs cheias de luz, vidas esmagadas pelo sofrimento em troféus de Sua generosa graça.
A vida de José do Egito, filho de Jacó, é uma das mais lindas histórias da Bíblia. Ele foi um homem fiel a seus pais, a seus superiores e a Deus. Ele foi fiel na adversidade e na prosperidade. Ele viu Deus transformar suas tragédias em triunfo. Ele foi o mais próximo tipo de Cristo na Bíblia:
1) Amado pelo pai e invejado pelos irmãos.
2) Vendido por vinte moedas de prata.
3) Desceu ao Egito em tempos de prova.
4) Perseguido injustamente. 5) Abandonado pelo amigo.
6) Exaltado depois da aflição.
7) Salvador de seu povo.
A vida de José nos ensina algumas lições preciosas.

A presença de Deus conosco (At 7.9)
Deus não nos livra dos problemas, mas está conosco em meio ao problemas (At 7.9). Destaco aqui alguns pontos importantes:

10 de agosto de 2011

9-QUANDO DEUS É O SENHOR DE NOSSOS SONHOS

José era um jovem sonhador. Seus sonhos o mantiveram com os olhos no alvo e o sustentaram nos tempos de crise. Ele sonhou com os feixes se inclinando diante do dele e com o Sol, a Lua e as estrelas se encurvando diante dele. Seus sonhos geraram inveja no coração de seus irmãos (Gn 37.11), e eles já não falavam mais pacificamente com ele (Gn 37.4). A predileção do pai e a imaturidade de José em contar a seus irmãos os seus sonhos causaram-lhe muitos problemas. Mas, mais tarde, Deus transformou aquilo que aparentemente era uma tragédia em grande bênção. A vida de José nos ensina grandes e práticas lições, como veremos:

Um jovem disposto a honrar o pai
José levava Deus a sério e demonstrava isso honrando seu pai. Sua mãe morrera ao dar à luz Benjamim, seu irmão. José foi amado pelo pai e cresceu bebendo o leite genuíno da verdade e sugando o néctar da piedade. Suas virtudes denunciavam os pecados de seus irmãos; sua luz apontava as trevas em que viviam; sua prontidão em obedecer ao pai de todo o coração apontava para a maldade deles. O sucesso de José era o fracasso deles. Eles não viam José como um irmão e amigo, mas como um concorrente. Eles não olhavam para ele com benevolência, mas como um rival que deviam afastar do caminho.
A vida de José é um outdoor a comunicar-nos a mensagem altissonante de que vale a pena honrar os pais. É o primeiro mandamento com promessa. Por outro lado, o filho que desobedece aos pais e os desonra é maldito, pois o pecado da rebeldia é como o pecado da feitiçaria. José se dispôs a obedecer a seu pai, indo ao encontro de seus irmãos, mesmo sabendo que eles não falavam mais com ele (Gn 37.13). José se esforçou para obedecer, o que prova que ele obedeceu de todo o seu coração (Gn 37.14-17).

Um jovem disposto a guardar seu coração da mágoa
Não podemos administrar as circunstâncias que nos cerram mas podemos administrar nossos sentimentos. Não podemos administrar o que as pessoas fazem contra nós, mas podemos decidir como vamos reagir a essas ações. José es¬colheu guardar seu coração da mágoa. Ele escolheu viver na dependência de Deus. Ele escolheu ser guiado pelos seus sonhos. José sofreu não porque estava errado, mas porque estava certo. Ele não sofreu por causa de seus pecados, mas por causa de suas virtudes. Ele sofreu não porque pegou os atalhos da desobediência, mas porque seguiu a estrada da obediência. Que tipo de sofrimento ele enfrentou?

Parabéns Davi, por 13 anos de existência...

9 de agosto de 2011

8- UM HOMEM A QUEM DEUS NÃO DESISTE DE AMAR


(Gn 32.22-32; Os 12.3,4)

Quero ainda falar um pouco mais sobre Jacó. Quero explorar um pouco mais o segundo ponto do capítulo anterior, abordando esse assunto sob outra perspectiva. Quero continuar afirmando com todo o vigor que Deus não abre mão de você. O Seu amor por você é determinado, incansável, vencedor. Não depende de quem você é nem de como se comporta. O amor de Deus por você é eterno. A causa do amor de Deus por você não está em você, mas nEle mesmo. Não há nada que você possa fazer para Deus o amar mais nem nada que você possa fazer para Deus o amar menos. Deus ama você porque Ele é amor.
A vida de Jacó nos ilustra essa verdade de forma gloriosa.

Deus ama Jacó a despeito de Jacó
Destaco quatro verdades consoladoras aqui: Em primeiro lugar, Deus amou jacó antes deste o conhecer (Gn 25.32; Ml 1.2). O amor de Deus por você não é causado por fatores externos. Deus o amou e o escolheu de forma soberana e livre, independentemente de seus méritos. Deus disse a Rebeca: "E o mais velho servirá ao mais moço" (Gn 25:23).
Deus disse que Seu amor por Jacó era um amor incondicional. O profeta Malaquias escreve: "Eu vos tenho amado, diz o Senhor. Mas vós dizeis: Em que nos tens amado? Acaso não era Esaú irmão de Jacó? diz o Senhor; todavia amei a Jacó, e aborreci a Esaú" (Ml 1.2,3). Deus nos escolheu em Cristo não por causa de nossas obras, mas para as boas obras; não porque éramos obedientes, mas para a obediência. Deus nos escolheu quando éramos pecadores, quando estávamos mortos. Ele colocou Seu coração em nós, antes mesmo da fundação do mundo, antes dos tempos eternos.
Em segundo lugar, Deus amou Jacó mesmo sem ele merecer (Gn 25.23). Jacó recebeu um nome que foi o espelho de sua personalidade: enganador, suplantador. Ele nasceu segurando no calcanhar do seu irmão. Ele aproveitou um momento de fraqueza de seu irmão para arrancar-lhe o direito de primogenitura. Ele aproveitou um momento de cegueira de seu pai para mentir para ele e se passar por Esaú. Ele mentiu em nome de Deus e roubou a bênção que Isaque intentava dar a Esaú. Jacó tinha um comportamento reprovável. Ele enganou, mentiu, traiu. Mas Deus, a despeito de quem Jacó era, o amou e continuou investindo em sua vida. Assim e o amor de Deus por nós. Ele nos ama, apesar de nós. Temos pecado contra ele, mas ele continua nos amando e investindo em nós.

8 de agosto de 2011

7- UMA ESCOLHA SOBERANA, UM AMOR INCONDICIONAL


(Gn 28.10-17; 32.22-30; 35.1-7)

Não escolhemos Deus; é Ele Quem nos escolhe. Não fomos nós que amamos Deus primeiro; foi Ele Quem nos amou com amor eterno e nos atraiu para Si com cordas de amor. Antes dos tempos eternos, Deus já nos conhecia, nos amava e tinha afeição por nós. A eleição é uma das verdades mais consoladoras das Escrituras. Jacó foi escolhido por Deus antes de nascer. O apóstolo Paulo diz:

... (pois não tendo os gêmeos ainda nascido, nem tendo praticado bem ou mal, para que o propósito de Deus segundo a eleição permanecesse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), foi-lhe dito: O maior servirá o menor. Como está escrito: Amei a Jacó, e aborreci a Esaú (Rm 9.11-13).

De us não escolheu Jacó por causa de seus privilégios legais. Ele não era o primogênito.
Deus não escolheu Jacó por causa de seu caráter. Ele era um mentiroso, um enganador.
Deus não escolheu Jacó por causa de suas obras ou méri¬tos. Ele ainda nem havia nascido, quando Deus o escolheu.
Na verdade, a eleição é incondicional. O apóstolo Paulo diz que Deus "nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos" (2Tm 1.9).
A Bíblia diz que a eleição divina é:
1) eterna;
2) soberana;
3) livre;
4) incondicional;
5) graciosa;
6) cristocêntrica.

6- COMO TRANSFORMAR A CRISE EM TRIUNFO

(Gn 26.1-33)

A crise é uma encruzilhada, onde uns colocam os pés na estrada da vitória, e outros descem a ladeira do fracasso. A crise revela os verdadeiros heróis: uns ficam esmagados debaixo da bota dos gigantes, e outros olham por sobre os ombros dos gigantes para os horizontes largos. Na crise, uns fracassam, e outros triunfam. E no ventre da crise que surgem os grandes vencedores.
A crise é um tempo de oportunidade: uns olham para a ela como a porta da esperança, e outros a vêem como a sepultura dos sonhos. John Rockefeller disse que "o futuro não acontece simplesmente; ele é criado por homens de visão".
Os Estados Unidos estão no terceiro padrão residencial. No começo, o país era agrícola. O florescimento da industrialização e o leque dos serviços públicos levaram o país a ser predominantemente urbano. Hoje, a nação é suburbana; a maioria da população concentra-se na periferia das grandes cidades. O grande idealizador desse deslocamento das pessoas, dos centros congestionados, para os subúrbios foi William Levitt. Ele inovou o sistema de construção, criou financiamento para aquisição de casas próprias e desenvolveu um novo modelo de comunidade. Depois da Segunda Guerra Mundial, o país experimentou uma crise residencial. O número de casamentos aumentou assustadoramente com o retorno dos soldados combatentes. Houve uma explosão demográfica, e, assim, milhões de pessoas viviam inadequadamente em garagens e barracões. William Levitt, portanto, aproveitando a crise de habitação, deu corpo a seu sonho, comprando enormes lotes no subúrbio de Nova York, onde as propriedades eram baratas, e enviou suas equipes para construir casas. A idéia explodiu no país. Em pouco tempo, os Estados Unidos estavam semeados de áreas semelhantes, e a crise habitacional foi eliminada. Foi uma revolução na indústria de moradias. A crise é um tempo de semeadura.
A crise gera medo, insegurança e instabilidade. Isaque quer fugir, pois há fome em sua terra. Mas a crise é tempo de oportunidade e da intervenção sobrenatural de Deus. Vejamos, à luz desse texto, cinco princípios para transformar a crise em triunfo.
Na crise, siga a orientação de Deus, em vez de fugir (Gn 26.1-6)

Há quatro atitudes que precisamos tomar em tempos de crise:

Em primeiro lugar, na crise somos desafiados a lutar pela própria sobrevivência (Gn 26.1).

7 de agosto de 2011

5- QUANDO UM CASAMENTO DOCE SE TORNA AMARGO


(Gn 24.63-67; 25.20-21; 26.7-11; 27.1-46)

Casaram-se e foram felizes para sempre." Essa pode ser uma frase de impacto, mas não é verdadeira. Combina com um filme romântico, mas não com a vida real. Não existe casamento perfeito. Não existe felicidade automática. A felicidade conjugai precisa ser construída com renúncia e investimento. Cerca de 50% das pessoas que vão sorrindo para o altar no dia do casamento passam o resto da vida chorando por causa do casamento. Cerca de 70% das pessoas que se divorciam e se casam de novo descobrem que o segundo casamento é mais problemático que o primeiro. As feridas abertas pelo rompimento do casamento sangram e doem muito. Doem, sobretudo, nos filhos, as maiores vítimas do divórcio dos pais. O impacto do divórcio na vida de algumas crianças é mais forte do que a morte de um dos pais.
Ao atender uma jovem senhora em prantos, com a palma da mão rasgada numa briga conjugai, perguntei-lhe: "Quantos anos você tem de casada?". Ela me respondeu: "Dois meses". Um detalhe, ela era filha de pastor, e o marido, filho de presbítero. O doce ficara amargo ainda na lua-de-mel. Outra mulher, com seis meses de casamento, disse-me: "Eu não sei o que é ser feliz no casamento". Como está seu casamento? Quão feliz você é em seu relacionamento conjugai? O que você poderia fazer para melhorar seu relacionamento com seu cônjuge?
No casamento, é possível começar bem e terminar mal. E possível começar na dependência de Deus e perder o temor de Deus no meio do caminho. E possível começar em harmonia e terminar com feridas e mágoas. E possível fazer um casamento dentro da vontade de Deus e destruí-lo com as próprias mãos. E possível começar com intenso amor e afogar o casamento no mar da indiferença, da amargura e da separação.
Como está seu casamento? E aquilo que você sonhou? Como está sua família? E o que você planejou? Vejamos agora um casal que começou bem e terminou mal, uma família que tinha tudo para dar certo e sofreu reveses terríveis.

Uma família que tinha tudo para dar certo

O casamento de Isaque com Rebeca tinha tudo para dar certo. Eles formavam o que chamamos de um par perfeito. Vejamos as qualidades de Isaque, um excelente partido, um jovem cobiçado por qualquer mãe como genro, Isaque tinha berço, tinha dinheiro e era um jovem crente. Ele reunia condições físicas, sociais e espirituais para agradar a mais exigente das candidatas ao matrimônio. Vejamos alguns de seus predicados:
Em primeiro lugar, Isaque era jovem. Ele casou-se com 40 anos (Gn 25.20). Tendo em vista que ele morreu com 180 anos (Gn 35.28,29), casou-se muito moço. Isso eqüivale a um homem que chega aos 80 anos casar-se com vinte anos. Ele estava no auge de seu vigor físico.

6 de agosto de 2011

4 - O TRIUNFO DA FÉ

O TRIUNFO DA FÉ
(Gn 22.1-19)

A fé prevalece com Deus, vence o pecado, derrota Satanás e triunfa sobre as dificuldades. Deus tirou Abraão da masmorra de Satanás, chamando-o de uma terra idolatra para ser o pai da fé.
O capítulo 22 de Gênesis relata um episódio que constitui a experiência máxima de Abraão como homem de fé. Deus lhe promete um filho, demora 25 anos para cumprir a promessa. Agora que o filho já é um adolescente, Deus pede esse filho a Abraão em holocausto. Abraão obedece prontamente, sem questionar, por entender que Deus era poderoso para ressuscitar seu filho. Sem fé, esse ato é loucura e paranóia. Sem fé, o gesto de Abraão é um atentado criminoso. Sem fé, Abraão é um homem senil, e não um herói; um carrasco sem ração, e não um gigante de Deus.Esse episódio revela a grande batalha da fé

Três verdades podem ser destacadas para retratar essa batalha da fé:
Em primeiro lugar, a fé que suporta a maior prova (Gn 22.1,2). A fé verdadeira sempre é provada. Ela não se enfraquece nas provas, mas torna-se ainda mais robusta e combativa. Vejamos algumas lições:
Primeiro, a fé não testada é fé insegura. O que Abraão revela não é crendice, não é fé infantil, imatura, mas fé adulta, guerreira. A qualidade do metal é comprovada por aquilo que pode suportar. A coragem do soldado se evidencia na luta. Só uma casa edificada sobre a rocha enfrenta a fúria da tempestade sem desabar. Deus pede a Abraão seu filho amado, o melhor que ele tem. Pede tudo. Pede mais do que sua vida. Pede seu amor. Pede seu filho em sacrifício.
Segundo, as provas não só testam a fé, mas a revigoram. Os músculos exercitados tornam-se mais rijos. O corredor bem treinado tem melhor desempenho na corrida. As tribulações produzem paciência, e esta conduz a ricas e profundas experiências.
Terceiro, o autor da prova é o próprio Deus. Abraão crê em Deus e Lhe obedece porque sabe que a loucura [aos olhos dos homens] de Deus é sabedoria ainda não descoberta. Deus o prova não para envergonhá-lo ou derrotá-lo, mas para elevá-lo.
Em segundo lugar, a fé que vence dificuldades para obedecer. Há sete dificuldades que Abraão deve ter enfrentado para obedecer a Deus nesse assunto:
Primeiro, a ordem de Deus parece contrária à lei antecedente de Deus (Gn 9.5,6). Há momentos em que a palavra de Deus parece contraditória, pois ele nos pede coisas que parecem estar na contramão de sua própria verdade revelada. Mas essa contradição é apenas aparente, pois Deus é luz, e não há nele treva nenhuma.
Segundo, a ordem de Deus era contrária à grande afeição que Abraão tinha pelo filho. Isaque representava o maior bem que Abraão possuía. Isaque era seu próprio coração pulsando em seu peito. Entregar Isaque era dar tudo, dar a si mesmo.
Terceiro, a ordem de Deus era contrária ao bom senso. Sacrificar Isaque frustraria todos os sonhos de Abraão. Mas ele levou sua razão cativa à obediência da fé e entregou seu filho amado.
Quarto, a ordem de Deus era contrária à promessa de Deus. O Senhor havia dito a Abraão: "Em Isaque será chamada a tua descendência". Quando Deus parece entrar em conflito Consigo mesmo e Sua ordem, em conflito com Sua promessa, precisamos descansar em Sua soberania e obedecer sem duvidar.
Quinto, Deus não lhe deu nenhum motivo para ele cumprir essa ordem. Deus, simplesmente, deu-lhe uma ordem sem dar-lhe qualquer justificativa. A fé não busca razões; ela se contenta em obedecer. Ela não olha para a plausibilidade da ordenança, mas para aquele que ordena. Abraão conhecia Deus, por isso confiava nele.
Sexto, como ele poderia olhar novamente para o rosto de Sara? Aquela decisão atingia diretamente Sara. Isaque também pertencia a ela. Sua confiança em Deus afastou dele todo o temor de uma crise conjugai. Ele não caminhou inseguro nem nutriu nenhuma dúvida em seu coração. Ele não trabalhava com a possibilidade da tragédia, mas com a certeza do milagre.
Sétimo, como ficaria sua reputação diante dos egípcios e dos cananeus? Isso seria uma eterna reprovação a Abraão e seus altares. Mas porque agiu por fé, seu testemunho tem iluminado o caminho de milhões de pessoas em todo o mundo há séculos.
Em terceiro lugar, a fé que dá vários passos rumo à obediência. Abraão dá nove passos na direção da obediência quando submetido à maior de todas as provas. Já abordamos esse ponto no capítulo anterior, mas o aprofundaremos agora um pouco mais.
Primeiro, Abraão discerne a voz de Deus e responde ao seu chamado (Gn 22.1). Deus bradou: "Abraão!". Ele respondeu, imediatamente: "Eis-me aqui". Porque Abraão discerniu a voz de Deus, responde a seu chamado mesmo antes de saber o que era. Abraão estava sempre no centro da vontade de Deus, onde Deus queria, fazendo o que Deus queria, na hora em que Deus mandava.
Segundo, Abraão confia no caráter de Deus, por isso Lhe obedece sem demora e sem reservas (Gn 22.3). Ele não questionou Deus. Não duvidou de sua palavra. Ele não esperou até Deus mudar de idéia. Ele não ficou decepcionado com Deus nem entrou na caverna da depressão. Abraão obedeceu ainda que a ordem de Deus tenha parecido sem sentido. A procrastinação é um convite à ruína. Protelar é um laço astucioso do diabo. As ordens desatendidas são um caminho para a perdição. Abraão levantou-se de madrugada. Ele obedeceu rapidamente.
Terceiro, Abraão preparou todas as coisas para o sacrifício. Abraão obedece não apenas de imediato, mas integralmente. Ele leva todos os ingredientes para o sacrifício: lenha, fogo, cutelo e o cordeiro. Ele tem disposição para obedecer. Deus não aceita obediência parcial, pois isso é desobediência total.
Quarto, Abraão obedece, em vez de especular. A fé demonstrada por Abraão não é fé especulativa que quer saber onde, por que, para que, mas a fé que quer ir para onde Deus manda. Abraão age de forma oposta ao profeta Jonas. Deus mandou este ir para Nínive, e ele foi para Társis. Deus man¬dou Abraão oferecer seu filho em holocausto, e ele caminhou resolutamente na direção apontada por Deus. Se quiséssemos fazer a vontade de Deus mais do que sabê-la, não haveria ninguém que não a soubesse. Deus mandou Abraão para o monte Moriá, e para lá é que ele foi. Moriá significa "manifestação de Iavé". E no monte da obediência que Deus Se manifesta.
Quinto, Abraão foi persistente em obedecer a Deus (Gn 12.4). Ele caminhou três dias, tempo suficiente para dúvidas assaltarem sua mente. Tempo suficiente para buscar rotas de fuga. Tempo suficiente para entregar-se a racionalizações e desculpas. Três dias foi tempo bastante para que a incredulidade sussurrasse em seus ouvidos muitos pensamentos dissuasivos. Foi tempo bastante longo para que o amor pelo filho suplantasse o amor a Deus. Mas Abraão persiste, persiste em obedecer.
Sexto, Abraão deixou seus servos a distância (Gn 12.5). Ele não queria que ninguém o impedisse de obedecer a Deus integralmente. Ele está determinado a levar Deus a sério. Ele não compreende, mas está certo de que Deus sabe o que faz.
Sétimo, Abraão é capaz de transformar a tragédia em adoração (Gn 22.5). Abraão disse a seus servos: "... depois de adorarmos, voltaremos". Ele não mataria seu filho: ele o sacrificaria. Ele levantaria um altar. Ele adoraria. Abraão compreendeu que devemos obedecer a Deus ainda que Ele pareça contraditório. Parece que Deus luta contra Deus; a verdade, contra a verdade; e o mandamento, contra a promessa. Abraão compreende que Isaque pode morrer, mas Deus não pode deixar de ser Deus fiel, e não pode deixar de cumprir Sua promessa. Deus não procura pessoas que argumentem, mas as que adorem e obedeçam!
Oitavo, Abraão, pela fé, crê na ressurreição de todas as promessas de Deus (Gn 22.5). Abraão ainda diz a seus servos: "... voltaremos". Em Hebreus 11, lemos que Abraão creu que Deus ressuscitaria Isaque. As promessas de Deus não morrem. Para Deus, nunca haverá impossibilidades no cumprimento de Suas promessas. Abraão esperava um milagre. Ele vislum¬brava a ressurreição!
Nono, Abraão crê na provisão divina (Gn 22.7,8). Ali, Abraão proferiu pela primeira vez este nome de Deus:
Jeová-Jiré. Ele sabia que Deus nunca falha, nunca decepciona. Ele sabia que os caminhos de Deus, mesmo na tormenta, são seguros. Nas horas das trevas mais espessas, Deus sempre acende uma luz em nosso caminho. Quando estamos na estrada da obediência, Ele sempre provera! É no monte do Senhor, na terra da obediência sacrificial, que o Senhor prove!

Esse episódio revela a recompensa da fé
Três verdades benditas emanam dessa experiência de Abraão:
Em primeiro lugar, o livramento (Gn 22.11,12,14). O livramento de Deus pode ser visto de duas maneiras gloriosas:
Primeiro, Isaque é poupado. O mesmo Deus que ordena Abraão sacrificar Isaque é o Deus que proíbe Abraão de imolar o filho. O mesmo Deus que pede Isaque em sacrifício providencia o substituto. O mesmo Deus que pede o filho providencia o cordeiro. Deus não queria Isaque, mas a obediência de Abraão.
Segundo, Abraão é exaltado. Deus diz: "Agora sei...". Não que Deus não soubesse. A firmeza de Abraão não surpreendeu Deus, mas foi um testemunho para o mundo. Deus provou Abraão para que seu exemplo se tornasse uma fonte de encorajamento para milhões de outras pessoas. Porque Abraão obedeceu, Deus o exaltou e fez dele o pai e o paradigma de todos os que crêem.
Em segundo lugar, o substituto (Gn 12.13). O cordeiro, símbolo de Cristo, é providenciado para substituir Isaque. No monte Moriá, Deus poupou Abraão e Isaque. Poupou o pai e o filho. Todavia, dois mil anos depois, Deus não poupou a Si mesmo nem a Seu próprio Filho, antes por todos nós o entregou (Rm 8.32). Aquele cordeiro sacrificado em lugar de Isaque apontava para Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). A Bíblia diz que Abraão exultou por ver o dia de Cristo, "viu-o e alegrou-se" (Jo 8.56).
Em terceiro lugar, a promessa (Gn 22.16-19). Deus faz menção da obediência de Abraão como consideração do pacto (Gn 22.16). Deus agora confirma a promessa do pacto (Hb 6.13). Deus promete a Abraão uma numerosa descendência. Ele não perde o filho e ainda ganha milhares de milhares de outros filhos.

MOMENTO DE NOS UNIRMOS E ASSINARMOS O ABAIXO-ASSINADO PELA LIBERDADE NA COREIA DO NORTE


Um abaixo-assinado está sendo realizado em favor da liberdade religiosa na Coreia do Norte e já conseguiu coletar mais de 20 mil assinaturas de cristãos que estão preocupados com isso no Reino Unido. A Release International apresentou a petição na embaixada norte-coreana em Londres, na semana passada.

MAIS INFORMAÇOES NO BLOG (CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO)



5 de agosto de 2011

"Não adianta dizer:
- Estamos fazendo o melhor que podemos.
Temos que conseguir o que quer que seja necessário."

Winston Churchill

Aprendendo a Falar a Linguagem de Deus


Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça (conforme a divina vontade no propósito, pensamento e ação), porque é criança [incapaz ainda de falar]. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.
Hb 5.13-14

Precisamos de tempo para aprender a Palavra de Deus e conhecer seu coração. Embora muitas coisas estejam claramente definidas na Palavra e seja óbvio qual é a vontade de Deus, há outras coisas que não estão escritas em preto-e-branco. Devemos conhecer o seu coração e ser guia¬dos pelo seu Espírito.
A Bíblia não diz que tipo de carro comprar ou quando vender a casa e comprar uma nova ou em qual empresa trabalhar. Quando tra¬balhamos em uma empresa e queremos uma promoção, esse desejo pode ser a vontade de Deus para nós; mas também pode ser cobiça. Como saber a diferença?
O tempo é a resposta.
Leva tempo para conhecer a Deus, conhecer nosso próprio coração e ser totalmente sinceros com nós mesmos e com Deus. Leva tempo para aprender sobre motivações e discernir se as nossas são puras.

"Se For da Tua Vontade"

[...] Nada tendes, porque não pedis; [Ou] pedis [a Deus] e não recebeis, porque pedis mal, para [quando consegue o que deseja] esbanjardes em vossos prazeres.
Tg 4.2-3

Uma vez ouvi dizer que uma pessoa de fé nunca orará: "Se for da tua vontade". Não houve nenhuma outra explicação, portanto, como uma recém-convertida, tomei a declaração ao pé da letra. Da mesma forma, ouvi que eu poderia ter o que dissesse, mas ninguém me falou que eu precisava crescer. Talvez alguém tenha dito, mas estava tão cheia de mim mesma que não ouvi. Estava totalmente fora do equilíbrio. Eu queria o que queria e pensei que tinha encontrado uma nova forma de conseguir. Há algumas coisas tão claras na Palavra de Deus que não temos que orar "se for da tua vontade".
A salvação é um bom exemplo.
Em 1 Timóteo 2.3-4, a Bíblia declara que é da vontade de Deus que todos sejam salvos e cheguem ao seu pleno conhecimento.
Eu nunca oraria, "querido Pai Celestial, peço, em nome de Jesus que salves____________________________ se for da tua vontade".
Eu já sei que é da vontade de Deus salvar aquela pessoa.
Tiago 4.2 diz que não temos porque não pedimos. O versículo 3 diz que, às vezes, pedimos e não recebemos porque pedimos mal e por motivos egoístas.

Duas sugestões de cartão para o dia dos pais

[cartão+sanfona.jpg]

4 de agosto de 2011

3- COMO PASSAR PELAS PROVAS VITORIOSAMENTE

(Gn 22.1-19)


Um relógio de uma famosa catedral trazia a seguinte inscrição: "Quando você é criança, o tempo se arrasta. Quando você é jovem, o tempo anda. Quando você é adulto, o tempo corre. Quando você é velho, o tempo voa. Só mais um pouco, e o tempo terá ido embora".

Aos 75 anos de idade, Abraão matriculou-se na escola da fé. Agora, aos 100 anos, ainda enfrenta tremendas provas e desafios na vida. Você nunca é velho demais para enfrentar novos desafios, travar novas batalhas e aprender novas verdades. Quando paramos de aprender, paramos de crescer; e, quando paramos de crescer, paramos de viver.

Arthur Schopenhauer disse que a vida, nos primeiros quarenta anos, dá-nos o texto e, nos próximos trinta anos, o comentário do texto. Para o crente, o texto é Romanos 1.17: "O justo viverá da fé". O comentário do texto é escrito à medida que ouvimos a Palavra de Deus e obedecemos à sua direção dia a dia. É triste que muitas pessoas, por não entenderem nem o texto nem o comentário, terminam a vida sem mesmo começar a viver.

Gênesis 22 nos mostra a maior de todas as provas que Abraão enfrentou. Pela fé, ele triunfou e pode nos ensinar a passar pelas provas vitoriosamente. Vejamos algumas instru¬ções práticas:

Espere testes da parte de Deus (Gn 22.1,2)

Na escola da fé, teremos testes ocasionais, ou jamais saberemos onde estamos na caminhada espiritual. Abraão enfrentou vários testes na caminhada com Deus:

Em primeiro lugar, o teste da família, quando Deus lhe ordenou a sair do meio de sua parentela para uma terra desconhecida (11.27-12.5).

Em segundo lugar, o teste da fome, quando ele fracassou, porque duvidou de Deus e desceu ao Egito para buscar ajuda (12.10-13.4).

Em terceiro lugar, o teste da comunhão, quando ele precisou apartar-se de seu sobrinho Ló e deu a este a oportunidade de fazer a escolha primeiro, abrindo mão de sua preeminência e preferência (13.5-18).

Em quarto lugar, o teste da luta, quando ele derrotou os reis confederados que seqüestraram Ló (14-1-16).

Em quinto lugar, o teste da riqueza, quando ele disse não às riquezas de Sodoma (14-17-24).

Em sexto lugar, o teste da consciência, quando ele fracassou em ceder as pressões de Sara, arranjando um filho com a escrava Agar (16.1-16).

Em sétimo lugar, o teste do maior amor. Esse teste foi o maior que Abraão enfrentou na jornada da vida (Gn 22.1-19).


3 de agosto de 2011

2-OLHE PARA O CÉU E CONTE AS ESTRELAS


(Gn 15.1-6)

Deus falou e ainda fala; fala de forma tão eloqüente que é impossível deixar de ouvir Sua voz. Deus falou no passado e ainda fala no presente. Os liberais dizem que Deus não fala mais; os místicos dizem que Deus fala, mas fala diretamente, sem a instrumentalidade de Sua Palavra. Cremos, entretanto, que Deus fala, mas fala por meio da Sua Palavra. A Palavra de Deus é a voz de Deus. Essa palavra é viva, poderosa e eficaz. Gênesis 15 diz que, "depois destas coisas", Deus apareceu a Abraão e falou com ele. A pergunta que precisamos fazer é: depois de que acontecimentos? O texto não responde. Então, precisamos ver a resposta nos capítulos anteriores. Observando o contexto, verificamos que aconteceram coisas boas e ruins.

Em primeiro lugar, vejamos as coisas ruins:

• Fome e fuga para o Egito (Gn 12.10)

• Mentira no Egito por causa de Sara (Gn 10.13)

• Briga dos seus servos com os servos de Ló (Gn 13.7)

• Separação de Ló (Gn 13.9)

• Guerra com os quatro reis (Gn 14.12-17).

Em segundo lugar, vejamos as coisas boas:

• Promessa de uma terra (Gn 13.9)

• A bênção de Melquisedeque quando Abraão paga a este o dízimo (Gn 14.18-24).

Deus também fala com você no meio dos acontecimentos normais da sua vida. Não é preciso um clima celestial ou místico para Deus romper o silêncio e falar. Deus nos fala pelos caminhos de Sua providência. Precisamos ter olhos para ver, ouvidos para ouvir e coração para perceber. Talvez, antes de começar a ler este livro, você tenha enfrentado circunstâncias difíceis, ouvido insultos, sofrido prejuízos financeiros, sentido a dor da solidão, se decepcionado com um amigo, se frustrado com o cônjuge e até esteja passando pelo vale escuro da depressão. Talvez você tenha acabado de chegar ao médico, e ele, ao observar seus exames, lhe tenha dado más notícias sobre sua saúde. Talvez, você tenha perdido o emprego, e o mundo tenha desabado sobre a sua cabeça. Talvez você tenha visto com tristeza seu casamento acabar depois de muitas lágrimas. Mas é no meio desses acontecimentos que as coisas podem mudar. E no centro da tempestade que Jesus pode aparecer a você de forma inusitada. Ê no fragor da crise que a porta da esperança pode se abrir para você. E dentro da fornalha acesa que o Quarto Homem pode aparecer para livrá-lo de suas amarras. Comece a olhar para a frente. Aprenda a caminhar na vida. Não fique agarrado ao passado. Depois desses acontecimentos, Deus pode falar com você. Depois da noite, vem a luz do dia. Olhe para a frente. Tem coisa nova pela frente. Aprenda a virar a página. Depois do desemprego, da crise financeira, do problema no casamento, da reprovação no vestibular, da porta fechada do emprego, você pode se encolher na caverna e ficar deprimido, ou pode ouvir a voz de Deus. Há pessoas que depois desses acontecimentos ficam amargas, revoltam-se contra Deus e fogem da igreja. Há aqueles que fazem como Pedro, e voltam a pescar. Todavia, é depois desses acontecimentos que as coisas mais sublimes podem começar a acontecer.

No meio desses acontecimentos, Deus fala com você (Gn 15.1)

Será que nossas crianças comem direito?

1 de agosto de 2011

1 - NÃO DESISTA DE ESPERAR

(Rm 4.17-21)

Uma das maiores dificuldades do ser humano é esperar. Nossa paciência é curta. Queremos que tudo aconteça de nosso modo e no nosso tempo. Gostamos de cantar a mú¬sica que expressa esse imediatismo:
Bem, vamos embora, porque esperar não é saber.
Quem sabe, faz a hora, não espera acontecer.

O século 21 é o século do imediatismo. Paciência parece ser uma virtude em extinção. Esperar produz em nós estresse. Somos a geração do fast-food, da comunicação virtual, da Internet banda larga, da celeridade. Alcançamos o mundo na ponta de nossos dedos. Trazemos o universo para o recesso de nossa sala. Em tempo real, assistimos concomitantemente ao que se passa no planeta terra, essa pequena aldeia global. E imperativo que tudo funcione dentro das leis do imediatismo.

Esperamos que até mesmo Deus se enquadre dentro desse cronograma. Não temos paciência para esperar. Esperar um dia, uma semana, um mês, um ano, parece-nos uma eternidade.

Neste mundo de impaciência, desespero e desesperança, muitos têm uma esperança que não se desespera. A lenda grega de Ulisses e Penélope retrata esse fato. Na Guerra de Tróia, Ulisses foi para a peleja e não voltou. Muitos anunciaram sua morte. Os pretendentes instavam com Penélope para que lhes desse uma chance. Ela dizia aos que a cortejavam: "Quando eu terminar de bordar essa colcha, pensarei em sua proposta". Só que Penélope trabalhava durante o dia e, à noite, desfazia o que havia feito. Ela jamais desistiu de esperar a volta de Ulisses. Ela jamais desistiu do sonho de ter de volta seu amor. Ela esperou contra a esperança e alcançou seu desejo, pois Ulisses, quando todos apostavam em sua morte, retornou para casa.

O grande evangelista americano Dwight L. Moody, que durante sua vida anunciou a gloriosa esperança em Cristo, na hora de sua morte disse aos que estavam ao seu redor: "Afasta-se a Terra, aproxima-se o céu, estou entrando na glória". Ao cruzar a cortina do tempo e entrar na sala da eternidade, seus pés estavam pisando o firme solo da esperança. Um dos maiores pastores do século 20, o médico galés Martyn Lloyd-Jones, depois de uma batalha contra o câncer, disse a sua família e a seus paroquianos: "Não orem mais por minha cura. Não me detenham da glória". Para ele, a morte não era uma viagem rumo ao desconhecido, mas a entrada no céu, no paraíso, na casa do Pai, na pátria celestial. Paulo, o grande apóstolo aos gentios, na ante-sala do martírio, afirmou com inefável alegria: "Eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele e poderoso para guardar o meu deposito ate aquele dia" (2Tm 1.12). A esperança da glória manteve esse bandeirante do cristianismo de pé nas lutas mais renhidas. Ele tombou na terra, pelo martírio, mas ergueu-se no céu para receber a recompensa.

Tire a trave do seu olho




Um casal, recém-casados, mudou para um bairro muito tranqüilo.
Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela uma vizinha que pendurava os lençóis no varal e comentou com o marido:

- Que lençóis sujos ela está pendurando no varal.Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

O marido observou calado. Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava os lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:

- Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.
Passado um mês a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:

- Veja, ela aprendeu a lavar as roupas. Será que a outra vizinha ensinou??? Porque eu não fiz nada.

O marido calmamente respondeu:

- Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!

E assim é. Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos.
Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir; verifique seus próprios defeitos e limitações.
Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos. Só assim poderemos ter real noção do real valor de nossos amigos.
Lave sua vidraça.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Filme: Uma razão para cantar